


Três filmes que, pra mim, estão separados por vááárias léguas de tudo que a Disney já fez até hoje (com exceção de Fantasia, mas isso já é outra coisa…). Em ordem:
3º - O Rei Leão (Roger Allers e Rob Minkoff, 1994)
Foi o primeiro filme visto no cinema de muita gente da nossa geração (com a infância na década de 90). E é maravilhoso. Aquela abertura é pra ser usada como exemplo do poder que uma animação pode ter, além de ter deixado de herança dois dos melhores personagens já criados pela Disney (Timão e Pumba). O fato de O Rei Leão ter chupado muita coisa de Bambi (e de o Scar ser quase uma versão leonina do Jafar, de Aladdin) nem me incomoda tanto, o grande problema são as músicas. Não, eu não as suporto. Tirando aquela vocalização de início e a canção do Elton John (Can You Feel The Love Tonight), elas são todas torturantes. É claro que poucas coisas são mais subjetivas do que música, mas não vejo qualquer possibilidade de comparação entre O Rei Leão e as outras duas obras-primas da Disney, neste sentido.
3,5/4
2º - A Bela e a Fera (Gary Trousdale e Kirk Wise, 1991)
Sem dúvida o mais belo dos contos da Disney. O mais interessante é que neste mundo paralelo criado pelos caras, tudo com potencial para o cafona e o sentimentaloidismo nojento é ultrapassado por uma sensação de estarmos diante de algo mágico, onde o exagero é a pedra angular de todas as “leis” que regem este lugar, tornando-o imediatamente livre de qualquer lei e de qualquer regência, libertando-nos também das nossas concepções calcadas no solo deste mundo real e sem graça. E A Bela e a Fera depende muito disso, deste nosso impulso para nos soltarmos das amarras do mundo e cairmos no melhor dos nossos sonhos.
4/4
1º - Aladdin (Ron Clements e John Musker, 1992)
A trilha de Aladdin é pelo menos cem vezes melhor do que a de qualquer outro longa da Disney. Falando sério. A cena do passeio no tapete é das coisas mais lindas do mundo (e A Whole New World uma das mais belas melodias, não só da Disney). Apesar de a dublagem nacional ser infinitamente SUPERIOR a dos caras de lá (pois é, ó o complexo de vira-latas), as canções pedem para serem ouvidas no áudio original. As traduções, visando manter o sentido da letra, acabam apelando pra uma quantidade absurda de verbos no infinitivo, caminho fácil pra fazer tudo rimar à força, o que é uma pena com uma língua tão bela e versátil como a nossa. Além disso, a melhor interpretação da vida do Robin Williams também merece ser vista/ouvida, fazendo do Gênio o melhor personagem da história da Disney.
4/4
Março 24, 2008 em 7:10 pm
Listas são sempre alvos de discussão, mas não há como dizer se o autor está ou não errado, tudo pela sua subjetividade. Mas pode-se descordar! hehehehe
Acho Aladdin um dos “clássicos Disney” dos mais fracos, apesar de ser um bom filme. Agora “O Rei Leão” e “A Bela e a Fera” são duas produções primorosas. Mas não posso deixar de dizer que “Tarzan” também é ótimo!
Março 25, 2008 em 1:54 am
De Tarzan eu lembro pouco mas não gostava não.
Aladdin é interessante porque não traz nenhuma grande moral daquelas grifadas com o selo da doutrina Disney. É apenas luz e música, emoção e diversão. Difícil funcionar com todo mundo.
Março 27, 2008 em 11:51 am
Apenas corrigindo meu erro granatical grosseiro: não é “descordar”, e sim “discordar”
(vergonha)
descordar: v. tr.,
cortar a medula espinal do touro com o estoque.
discordar | v. int.
estar em desacordo; divergir;
(vergonha…)
Março 27, 2008 em 4:06 pm
Hahaha, imagina. Achei o “descordar” muito mais interessante.